“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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terça-feira, 23 de abril de 2013

Missionários ensinam técnicas de perdão (técnicas de Justiça Restaurativa)



Leonel Narváez, fundador das Escolas de Perdão e Reconciliação, apresentou o projeto em Portugal, em outubro de 2012

Modelo testado com sucesso em 15 países chega a Portugal pela mão dos Missionários da Consolata. A primeira ação de formação está marcada para maio, com especialistas em justiça restaurativa

A região portuguesa dos Missionários da Consolata vai iniciar o primeiro curso ESPERE (Escolas de Perdão e Reconciliação), um projeto que já conquistou a América Latina e um Prémio da UNESCO, e que visa dotar os formandos de ferramentas para promoverem o entendimento entre vítimas e agressores, ajudando-os a superar conflitos e a ultrapassar os sentimentos descontrolados. As aulas começam a 10 de maio, na Quinta do Castelo, no Cacém, concelho de Sintra, sob orientação de duas especialistas em justiça restaurativa. 
Depois de uma primeira apresentação do conceito em Portugal, em outubro do ano passado, o projeto avança agora para a segunda fase, com a realização de uma ação de formação, desenvolvida em dois módulos, que decorrem no segundo (10 a 12) e terceiro (17 a 19) fins de semana de maio. «Um dos objetivos é treinar trabalhadores sociais, educadores e outros interessados para uma prática do perdão, justiça restaurativa, comunicação não violenta e reconciliação», explica Albino Brás, coordenador do programa a nível nacional. 
Segundo o sacerdote, a violência «é hoje uma das maiores preocupações da humanidade, e em Portugal, onde a crise está a gerar situações de tensão, de emoções e sentimentos descontrolados em indivíduos e famílias, em escolas e comunidades, o desafio é enorme». Torna-se por isso necessário «dotar as pessoas de instrumentos internos que ajudem a gerir, de forma construtiva, sentimentos e emoções como a raiva, o ódio, o ressentimento, o rancor, a vingança». 
É neste sentido que vai o projeto das Escolas de Perdão e Reconciliação, criado em 2000 pelo missionário Leonel Narváez, a partir da sua experiência no acompanhamento de tribos africanas nómadas em conflito, no Quénia, bem como da sua experiência nos processos de negociação e mediação com guerrilheiros, na Colômbia. Atualmente, este modelo de ensino restaurativo está a ser aplicado com sucesso em 15 países. Portugal é o primeiro país da Europa a recebê-lo. 
Para o curso inaugural, que tem inscrições abertas até 3 de maio, foram convidadas duas peritas em pedagogia e práticas do perdão e reconciliação. Martina Garcia é doutorada em Ciências da Religião e tem vários anos de experiência como educadora na área da justiça restaurativa. Petronella Boonen tem um doutoramento em sociologia da educação, orientou vários cursos nas áreas educacionais, pastorais e prisionais e é atualmente a coordenadora das ESPERE no Brasil. As duas monitoras estarão também em Fátima, nos dias 15 e 16 de maio, para participarem num simpósio sobre perdão e reconciliação, no Seminário dos Missionários da Consolata.

Fátima Missionária. Texto Francisco Pedro | Foto Francisco Pedro | 23/04/2013 | 08:10


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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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