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17 de set. de 2018

Encontro de Justiça Restaurativa aborda a solução de conflitos familiares por meio do diálogo

Encontro iniciou na quinta-feira (13) e finaliza nesta sexta-feira (14), na Ufopa unidade Tapajós.


O encontro reúne facilitadores para discutir a justiça restaurativa de forma atualizada, com destaque para a atuação e o crescimento dela na Amazônia — Foto: Reprodução/TV Tapajós

O Encontro de Justiça Restaurativa da Amazônia, que está ocorrendo na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, está abordando como funciona a prática da justiça, que visa resolver conflitos familiares de forma pacífica, por meio do diálogo.

O Encontro é o 4º do Oeste do Pará e reúne facilitadores para discutir a temática de forma atualizada, com destaque para a atuação e o crescimento dela na Amazônia.

O evento iniciou na quinta-feira (13) e continuou nesta sexta-feira (14), até às 22h, na Ufopa unidade Tapajós, localizada na rua Vera Paz, bairro Salé. A realização é da Clínica de Justiça Restaurativa da Universidade, ligada ao Programa de Ciências Jurídicas.

Uma das facilitadoras, a professora de direito Mara Roberta, conta que se interessou pela prática após ter um conflito familiar há dois anos e ser atendida por um ciclo da justiça restaurativa.

“Nos foi apresentada a justiça restaurativa, que não é uma sentença, mas algo fruto de um consenso entre as partes. Me vi arrebatada por essa nova forma de construção do diálogo que a justiça restaurativa possibilita “, ressaltou.

O coordenador da Clínica de Justiça, Nirson Medeiros, ressaltou que o objetivo é expandir a prática para o meio comunitário. De acordo com ele, a justiça tem vários campos de atuação.

“A ideia do encontro é que os facilitadores possam apresentar as suas experiências, que são experiências em diversos campos de atuação: a justiça restaurativa na universidade, nas escolas, na comunidade, no âmbito dos sistemas de justiça, na pastoral do menor e em diversos outros campos”, explicou.

Na Pastoral do Menor, há dois anos existe um ciclo restaurativo, que podem ser por meio do diálogo com crianças e adolescentes atendidos e consenso entre familiares para a garantia de direito delas.

A juíza da Vara da Infância de Juventude da Comarca de Santarém, por meio da justiça restaurativa, é possível evitar processos judiciais e promover o entendimento entre pessoas que estão em conflito.

“Hoje há uma ênfase para o desenvolvimento de práticas restaurativas no ambiente escolar e comunitário, visando a prevenção de conflitos através do compartilhamento de valores comuns entre as pessoas, para uma convivência respeitosa, para evitar muitos problemas entre as pessoas”, detalhou.

Mais informações sobre o evento pelo e-mail: cjuaufopa@gmail.com


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