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28 de out. de 2009

MS inicia projeto de implantação de Justiça Restaurativa nas Uneis

Uma maneira alternativa de cumprir a justiça e exercer a cidadania dos adolescentes infratores. Por meio da Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS), da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), está em desenvolvimento em Mato Grosso do Sul um projeto de implantação da justiça restaurativa.

A justiça restaurativa será voltada aos adolescentes das Unidades Especiais de Internação (Uneis), que atendem cerca de 300 pessoas em todo o Estado. No projeto para o Estado, será aplicada a justiça restaurativa juvenil.

"Em linhas gerais, a justiça restaurativa é uma mediação de conflitos, entre o adolescente infrator e a vítima. Este é um processo inovador e comunitário, que engloba os envolvidos em uma maneira de mediar os conflitos e facilitar a aplicação da justiça", explica Maria Cecília da Costa, presidente da comissão responsável pela implantação do projeto.

Este modelo de justiça propõe um círculo restaurativo envolvendo o agressor, a vítima e família, de modo a cumprir a pena determinada pelo juiz, mas com outras obrigações. "Muitas vezes, o adolescente fica internado, tendo sua liberdade cerceada. Na justiça restaurativa, ele permanece em liberdade, mas deve seguir uma série de exigência, como estudar, trabalhar e outras determinações", afirma Rute de Oliveira Sanches, que também compõem a comissão da SAS.

Por um lado, o adolescente infrator está cumprindo o que determina a lei nos casos de infração dos artigos, e exercita sua cidadania, cumprindo os deveres e tendo acesso aos direitos. "Diferente dos outros modelos de justiça, a restaurativa quer sensibilizar o infrator de sua responsabilidade, não castigá-lo ou puni-lo sem conscientização. Ele compreende que seu ato foi errado e que deve pagar por isso, mas não perde nenhum direito com esta situação", complementa Maria Cecília.

O que norteia a Justiça Restaurativa é a cultura de paz, celebrada entre vítima, agressor e comunidade. Na avaliação da comissão que implanta o projeto no Estado, este modelo é menos moroso e oferece aporte de outros instrumentos de ressocialização e construção da cidadania.

No dia 27 de novembro, será lançado oficialmente o projeto durante o Encontro de Magistrados da Justiça Restaurativa, que acontecerá em Campo Grande.

Fonte: Notícias MS

23 de out. de 2009

VIII Ciclo de Palestras do Curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá...Palestre sobre Justiça Restaurativa




Pessoal, no dia 27 de Outubro, a partir da 20:00, estarei proferindo uma palestra sobre Justiça Restaurativa no evento acima. Quem puder participar, está feito o convite.


Desde já, agradeço a Faculdade Estácio de Sá pelo Convite, especialmente a prof. Jane Cesca. Obrigado e espero contribuir para o evento. 

21 de out. de 2009

Master en Mediación Reparadora en Justicia Penal de Menores de la Universidad de La Rioja

Em 19 de outubro de 2009 começará a quarta edição do Master en Mediación Reparadora en Justicia Penal de Menores  de la Universidad de La Rioja 2009/2010, programa de formação online, direcionado a profissionais que atuam no direito (advogados, juízes, etc.), Assistentes sociais e Psicólogos e demais interessados na mediação na justiça penal juvenil e sua aplicação prática. O programa tem o apoio do Conselho Geral do Poder Judiciário da Espanha.

Os objetivos do mestrado, único na Espanha, são os seguintes:

- Contribuir para a formação de mediadores profissionais, centrando a sua experiência no estudo de diferentes áreas: comercial e do consumidor, trabalho, conflitos familiares, da comunidade e intercultural e conflitos penais nos quais os jovens estão envolvidos.

- Estudar a dogmática sobre Justiça Restaurativa.
- Examinar desde a vertente jurídica e psicológica, a responsabilidade penal dos menores.
- Analisar a aplicação da mediação na justiça penal para menores.
- Promover o uso das técnicas de mediação no âmbito destes processos, facilitando o acordo ou a assunção de compromissos do menor com a vítima.

O programa consiste de 50 créditos (equivalente a 450 horas de treinamento e 50 horas para o desenvolvimento da prática acadêmica ou profissional).

A direção acadêmica do programa é do Prof Dr. Pedro Mª. Garciandía Gonzalez, Professor da Universidade de La Rioja (Área de Direito Processual) e a Coordenadora é a Prof ª. M ª. Pilar Lasheras, advogada.

Todas as informações sobre o programa e os cursos está disponível na web http://fundacion.unirioja.es/postgrados/juridica.

Indicação de Livro: Justicia reparadora

Justicia reparadora
Autor: Pedro R. David (Coord.)
Editora: Lexis Nexis
Ano: 2005

Assumindo os desafios difíceis que enfrentam hoje os sistemas tradicionais de justiça penal, a introdução da mediação na solução de conflitos com gênese criminal, foi tratado a nível internacional, enquanto ponto de projeção ao melhor acesso a justiça, em benefício da vítima e dos grupos vulneráveis, a diminuição da pena, etc.
Como citar: DAVID, Pedro R. (Coord.) Justicia reparadora: mediación penal y probation. Buenos Aires : Lexis Nexis, 2005.

19 de out. de 2009

Eventos de Mediação

O amigo Ivan Ormachea mandou e repasso:

Estimados amigos de la lista:
Les comento muy rápidamente que para el mes de noviembre del presente año se han programado tres importantes eventos internacionales relacionados al campo de la gestión y transformación de conflictos en Latinoamérica.
Aparte de nuestro querido V Congreso Mundial de Mediación a realizarse en Asunción, Paraguay los días 9 al 14 de noviembre. PRODIALOGO viene auspiciando el evento anualmente, se viene un segundo evento: la 7ma Conferencia del Foro Mundial de Mediación en Isla Margarita, Venezuela del 27 al 29 de noviembre
El tercer evento es el denominado IV Foro Regional sobre Transformación de Conflictos, organizado por la Fundación Futuro Latinoamericano (FFLA) http://www.ffla.net ,la cooperación alemana del DED de Ecuador conjuntamente con otras instituciones los días 5 y 6 de noviembre del presente en Quito. La memoria del III Foro Regional sobre Transformación de Conflictos Socioambientales sobre fortalecimiento de Capacidades y Transformación de conflictos ha sido publicada y también está a disposición
Les sugiero revisar revisen LA PÁGINA WEB de PRODIALOGO y entrar al blog

Saludos,
 

“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


Livros & Informes

  • ACHUTTI, Daniel. Modelos Contemporâneos de Justiça Criminal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2009.
  • AGUIAR, Carla Zamith Boin. Mediação e Justiça Restaurativa. São Paulo: Quartier Latin, 2009.
  • ALBUQUERQUE, Teresa Lancry de Gouveia de; ROBALO, Souza. Justiça Restaurativa: um caminho para a humanização do direito. Curitiba: Juruá, 2012. 304p.
  • AMSTUTZ, Lorraine Stutzman; MULLET, Judy H. Disciplina restaurativa para escolas: responsabilidade e ambientes de cuidado mútuo. Trad. Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de; CARVALHO, Salo de. A Crise do Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal. Porto Alegre: Notadez, 2006.
  • CERVINI, Raul. Os processos de descriminalização. 2. ed. rev. da tradução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  • FERREIRA, Francisco Amado. Justiça Restaurativa: Natureza. Finalidades e Instrumentos. Coimbra: Coimbra, 2006.
  • GERBER, Daniel; DORNELLES, Marcelo Lemos. Juizados Especiais Criminais Lei n.º 9.099/95: comentários e críticas ao modelo consensual penal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006.
  • Justiça Restaurativa. Revista Sub Judice - Justiça e Sociedade, n. 37, Out./Dez. 2006, Editora Almedina.
  • KARAM. Maria Lúcia. Juizados Especiais Criminais: a concretização antecipada do poder de punir. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
  • KONZEN, Afonso Armando. Justiça Restaurativa e Ato Infracional: Desvelando Sentidos no Itinerário da Alteridade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
  • LEITE, André Lamas. A Mediação Penal de Adultos: um novo paradigma de justiça? analise crítica da lei n. 21/2007, de 12 de junho. Coimbra: Editora Coimbra, 2008.
  • MAZZILLI NETO, Ranieri. Os caminhos do Sistema Penal. Rio de Janeiro: Revan, 2007.
  • MOLINA, Antonio García-Pablos de; GOMES, Luiz Fávio. Criminologia. Coord. Rogério Sanches Cunha. 6. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • MULLER, Jean Marie. Não-violência na educação. Trad. de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Atenas, 2006.
  • OLIVEIRA, Ana Sofia Schmidt de. A Vítima e o Direito Penal: uma abordagem do movimento vitimológico e de seu impacto no direito penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
  • PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça restaurativa: da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009. p. (Monografias, 52).
  • PRANIS, Kay. Processos Circulares. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • RAMIDOFF, Mario Luiz. Sinase - Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - Comentários À Lei N. 12.594, de 18 de janeiro de 2012. São Paulo: Saraiva, 2012.
  • ROLIM, Marcos. A Síndrome da Rainha Vermelha: Policiamento e segurança pública no século XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2006.
  • ROSA, Alexandre Morais da. Introdução Crítica ao Ato Infracional - Princípios e Garantias Constitucionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SABADELL, Ana Lúcia. Manual de Sociologia Jurídica: Introdução a uma Leitura Externa do Direito. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • SALIBA, Marcelo Gonçalves. Justiça Restaurativa e Paradigma Punitivo. Curitiba: Juruá, 2009.
  • SANTANA, Selma Pereira de. Justiça Restaurativa: A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
  • SANTOS, Juarez Cirino dos. A Criminologia Radical. 2. ed. Curitiba: Lumen Juris/ICPC, 2006.
  • SCURO NETO, Pedro. Sociologia Geral e Jurídica : introdução à lógica jurídica, instituições do Direito, evolução e controle social. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • SHECAIRA, Sérgio Salomão; Sá, Alvino Augusto de (orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • SICA, Leonardo. Justiça Restaurativa e Mediação Penal - O Novo Modelo de Justiça Criminal e de Gestão do Crime. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SLAKMON, Catherine; MACHADO, Maíra Rocha; BOTTINI, Pierpaolo Cruz (Orgs.). Novas direções na governança da justiça e da segurança. Brasília-DF: Ministério da Justiça, 2006.
  • SLAKMON, Catherine; VITTO, Renato Campos Pinto De; PINTO, Renato Sócrates Gomes (org.). Justiça Restaurativa: Coletânea de artigos. Brasília: Ministério da Justiça e PNUD, 2005.
  • SÁ, Alvino Augusto de. Criminologia Clínica e Psicologia Criminal. prefácio Carlos Vico Manãs. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
  • SÁ, Alvino Augusto de; SHECAIRA, Sérgio Salomão (Orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • VASCONCELOS, Carlos Eduardo de. Mediação de conflitos e práticas restaurativas. São Paulo: Método, 2008.
  • VEZZULLA, Juan Carlos. A Mediação de Conflitos com Adolescentes Autores de Ato Infracional. Florianópolis: Habitus, 2006.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo (org.). Novos Diálogos sobre os Juizados Especiais Criminais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo de. Dialogos sobre a Justiça Dialogal: Teses e Antiteses do Processo de Informalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.
  • ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2008.