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15 de fev. de 2012

SJDH participa de seminário do programa RS na Paz


Coordenador Estadual de Juventude, Maurício Piccin, destacou inovação do projeto das Casas da Juventude - Foto: Juliana Lopes
A Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) participou, na tarde desta quinta-feira (09), do seminário do programa RS na Paz. Implementado em conjunto entre diversos órgãos do Governo e secretarias de Estado, o RS na Paz tem por objetivo executar estratégias para reduzir os efeitos da violência contra adolescentes e jovens.
Na oportunidade, o coordenador estadual de Juventude, Maurício Piccin, representando a SJDH, expôs, no auditório da Secretaria de Planejamento, o projeto de implementação das Casas da Juventude. Os espaços, instalados em comunidades carentes, serão destinados ao atendimento e convivência dos jovens. As Casas da Juventude compreenderão também o Movimento GerAção, por meio do qual os jovens serão protagonistas das ações desenvolvidas.
O primeiro eixo de atuação apresentando por Piccin foi sobre a execução de políticas de desenvolvimento do protagonismo juvenil e engajamento da população, para que tomem consciência dos direitos da juventude. O coordenador destacou ainda o trabalho de justiça restaurativa, com o propósito de evitar o aumento da violência através da formação de jovens mediadores para a resolução de conflitos na própria comunidade.
Outro tema apresentado foi a Educação para a Paz, num conjunto de atividades que estimulem a cultura. O projeto também irá discutir núcleos de proteção integrada ao jovem, inclusão social e, com isso, vai estimular alternativas de geração de trabalho e renda e economia solidária.
No término da sua apresentação, Piccin ressaltou a inovação que a iniciativa representa: “o projeto é inovador porque compreende a Juventude da comunidade como protagonista das ações que serão realizadas através do Movimento GerAção, e também protagonista da resolução dos problemas da comunidade, a fim de construir referências de vida para esses jovens”.
Participaram também do seminário as demais secretarias e órgãos que integram o Comitê Gestor do Programa RS na Paz.

13 de fev. de 2012

NAECA da Defensoria Pública promoverá encontro sobre Justiça Restaurativa nas escolas públicas


A coordenação do Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente - NAECA da Defensoria Pública do Estado do Pará estará realizando um encontro nesta terça-feira, dia 14/02, às 9:00h, no auditório do prédio-sede da Instituição, onde será debatido o tema: Justiça Restaurativa uma perspectiva para as Escolas Públicas.
O objetivo da programação é promover uma aproximação sobre essa temática que é considerada de grande importância para a sensibilização de gestores, técnicos, professores e participantes do projeto Rede Escola Cidadã.
Texto: Thaiana Amorim. Jus Brasil

Apostila: Iniciação em Justiça Restaurativa - Miolo.

Autor: Projeto Justiça para o Século 21


RESUMO


Miolo da Apostila utilizada como material teórico no Curso de Iniciação de Justiça Restaurativa.



Fazer Download do Documento.

Justiça Restaurativa: Conselho Gestor inicia atividades em 2012


Representantes de entidades que integram o Conselho Gestor das Práticas em Justiça Restaurativa (JR) de Porto Alegre estiveram reunidos nesta segunda-feira (6/2). O encontro, realizado naEscola Superior da Magistratura (ESM), traçou algumas propostas para a atuação do grupo durante o ano.

Na reunião, foi apresentado o calendário de atividades de cada entidade e também definida a agenda do Conselho. O Procurador de Justiça aposentado Afonso Armando Konzen, coordenador do Conselho Gestor em JR, destacou a importância de ajustar os fluxos de funcionamento das instituições participantes, bem como estabelecer mecanismos de cooperação e parceria entre elas.

A necessidade de estimular a utilização da Guia de Procedimentos Restaurativos (GPR) informatizada também foi reforçada. A coordenadora da Central de Práticas Restaurativas da Justiça Instantânea (JIJ), juíza Vera Lucia Deboni, explicou a importância do sistema virtual para cadastramento dos procedimentos realizados em JR em cada entidade. “É uma forma de termos a dimensão do que vem sendo realizado, com dados estatísticos. Além de promover um alinhamento conceitual do trabalho e a sensação de pertencimento das instituições ao Projeto Justiça para o Século 21”, destacou a magistrada.

O coordenador do Núcleo de Justiça Restaurativa da ESM, Leoberto Brancher, informou sobre a visita ao Brasil de uma comitiva de profissionais e professores que atuam com a Justiça Restaurativa no Canadá, prevista para este ano. O intercâmbio de conhecimento entre os dois países tem colaborado para a ampliação das práticas.

Participaram do encontro, ainda, representantes do JIJ, da Fundação de Atendimento Sócio-Educativa (Fase), da Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre (Fasc), do Centro de Promoção a Criança e ao Adolescente (CPCA), da Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antônio, do Centro de Educação Profissional São João Calábria, da Associação Cristã de Moços de Porto Alegre (ACM) e das Secretarias da Justiça e dos Direitos Humanos do RS, da Educação do RS e Municipal de Educação da Capital.

Entidades devem estabelecer mecanismos de cooperação para promover o trabalho em Justiça Restaurativa

Carolina Grigol
Imprensa/AJURIS
(51) 3284.9107
carolina@ajuris.org.br

Muito além da internação : Crescimento da semiliberdade


A coordenação do Sinase indica um aumento de 10,20% na aplicação e expansão de vagas para a medida de semiliberdade de 2009 para 2010. Nos estados do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul esse crescimento foi acima da média nacional (veja a tabela abaixo; leia a íntegra no site da SDH).
Apenas Mato Grosso ainda não oferece, segundo levantamento da SDH, medidas de semiliberdade. Existem poucas pesquisas no Brasil sobre o perfil do/a adolescente em conflito com a lei. Uma delas, publicada em maio de 2011 pelo Ministério Público do Distrito Federal, a partir de dados das oitivas informais e plantões de atendimento ao adolescente, mostrou que 18,2% dos jovens estavam fora das escolas e 90,5% deles tinham sofrido reprovação escolar. A falta de perspectivas aparece nas estatísticas: 29% deles não têm sonhos para o futuro. 
 
Com a aprovação do Sinase, a aposta da SDH é que as medidas em meio aberto sejam muito mais significativas em termos de aplicação. As de internação devem ocorrer somente em casos excepcionais, como determinam o ECA e as resoluções internacionais. 
 
 
Justiça Restaurativa
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente possibilitou a concepção do Sinase, que em seu modelo de trabalho socioeducativo multidisciplinar aplica os princípios da Justiça Restaurativa. Este conceito investe na resolução de conflitos entre vítimas e infratores e está sendo desdobrado em várias práticas restaurativas.
 
Segundo essa abordagem, o agressor deve responder pelo que fez junto à comunidade e à vítima. Os envolvidos buscam, então, construir conjuntamente um plano restaurativo, para que os danos sejam reparados. 
 
O projeto do Sinase prevê a aplicação do conceito também para reduzir o número de processos que chegam ao Judiciário. O projeto Justiça para o Século XXI, executado desde 2006 em Porto Alegre (RS), testa desde o ano passado com o apoio da SDH/PR, Núcleos de Justiça Juvenil Restaurativa na Comunidade, nos quatro bairros mais violentos da cidade. O atendimento tem firmado acordos entre vítimas e adolescentes envolvidos em conflitos leves, evitando a abertura de processos. 
 
“Atrás de cada norma residem não apenas direitos e deveres, mas valores fundamentais que se objetivam preservar: dignidade, integridade, igualdade, isonomia, respeito, pertencimento, reciprocidade, solidariedade, harmonia”, afirmam o juiz Leoberto Brancher e a doutora em Serviço Social pela PUCRS, Beatriz Gershenson Aguinsky no documento”Programas de Justiça Restaurativa”.    
 
As forças que regem a Justiça
 
Segundo os autores, deste ponto de vista ético, direitos e valores se confundem e há a possibilidade de a Justiça passar a reafirmar valores e ser revigorada com um sentido ético “perdido no curso da história”.
 
Brancher e Aguinsky afirmam que as diferentes ideias sobre como executar a Justiça Penal são equacionadas a partir do contexto social. Estas possibilidades estão demonstradas na figura abaixo e resultam da interação das forças de “controle” e “apoio” verificadas  em uma comunidade. A partir daí, eles apontam a existência de quatro principais formas de disciplina social: negligente, punitiva, permissiva e restaurativa.  
 
 
8 de fevereiro de 2012. Andi comunicação e direito.

Por Gabriela Goulart

“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


Livros & Informes

  • ACHUTTI, Daniel. Modelos Contemporâneos de Justiça Criminal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2009.
  • AGUIAR, Carla Zamith Boin. Mediação e Justiça Restaurativa. São Paulo: Quartier Latin, 2009.
  • ALBUQUERQUE, Teresa Lancry de Gouveia de; ROBALO, Souza. Justiça Restaurativa: um caminho para a humanização do direito. Curitiba: Juruá, 2012. 304p.
  • AMSTUTZ, Lorraine Stutzman; MULLET, Judy H. Disciplina restaurativa para escolas: responsabilidade e ambientes de cuidado mútuo. Trad. Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de; CARVALHO, Salo de. A Crise do Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal. Porto Alegre: Notadez, 2006.
  • CERVINI, Raul. Os processos de descriminalização. 2. ed. rev. da tradução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  • FERREIRA, Francisco Amado. Justiça Restaurativa: Natureza. Finalidades e Instrumentos. Coimbra: Coimbra, 2006.
  • GERBER, Daniel; DORNELLES, Marcelo Lemos. Juizados Especiais Criminais Lei n.º 9.099/95: comentários e críticas ao modelo consensual penal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006.
  • Justiça Restaurativa. Revista Sub Judice - Justiça e Sociedade, n. 37, Out./Dez. 2006, Editora Almedina.
  • KARAM. Maria Lúcia. Juizados Especiais Criminais: a concretização antecipada do poder de punir. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
  • KONZEN, Afonso Armando. Justiça Restaurativa e Ato Infracional: Desvelando Sentidos no Itinerário da Alteridade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
  • LEITE, André Lamas. A Mediação Penal de Adultos: um novo paradigma de justiça? analise crítica da lei n. 21/2007, de 12 de junho. Coimbra: Editora Coimbra, 2008.
  • MAZZILLI NETO, Ranieri. Os caminhos do Sistema Penal. Rio de Janeiro: Revan, 2007.
  • MOLINA, Antonio García-Pablos de; GOMES, Luiz Fávio. Criminologia. Coord. Rogério Sanches Cunha. 6. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • MULLER, Jean Marie. Não-violência na educação. Trad. de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Atenas, 2006.
  • OLIVEIRA, Ana Sofia Schmidt de. A Vítima e o Direito Penal: uma abordagem do movimento vitimológico e de seu impacto no direito penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
  • PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça restaurativa: da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009. p. (Monografias, 52).
  • PRANIS, Kay. Processos Circulares. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • RAMIDOFF, Mario Luiz. Sinase - Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - Comentários À Lei N. 12.594, de 18 de janeiro de 2012. São Paulo: Saraiva, 2012.
  • ROLIM, Marcos. A Síndrome da Rainha Vermelha: Policiamento e segurança pública no século XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2006.
  • ROSA, Alexandre Morais da. Introdução Crítica ao Ato Infracional - Princípios e Garantias Constitucionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SABADELL, Ana Lúcia. Manual de Sociologia Jurídica: Introdução a uma Leitura Externa do Direito. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • SALIBA, Marcelo Gonçalves. Justiça Restaurativa e Paradigma Punitivo. Curitiba: Juruá, 2009.
  • SANTANA, Selma Pereira de. Justiça Restaurativa: A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
  • SANTOS, Juarez Cirino dos. A Criminologia Radical. 2. ed. Curitiba: Lumen Juris/ICPC, 2006.
  • SCURO NETO, Pedro. Sociologia Geral e Jurídica : introdução à lógica jurídica, instituições do Direito, evolução e controle social. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • SHECAIRA, Sérgio Salomão; Sá, Alvino Augusto de (orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • SICA, Leonardo. Justiça Restaurativa e Mediação Penal - O Novo Modelo de Justiça Criminal e de Gestão do Crime. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SLAKMON, Catherine; MACHADO, Maíra Rocha; BOTTINI, Pierpaolo Cruz (Orgs.). Novas direções na governança da justiça e da segurança. Brasília-DF: Ministério da Justiça, 2006.
  • SLAKMON, Catherine; VITTO, Renato Campos Pinto De; PINTO, Renato Sócrates Gomes (org.). Justiça Restaurativa: Coletânea de artigos. Brasília: Ministério da Justiça e PNUD, 2005.
  • SÁ, Alvino Augusto de. Criminologia Clínica e Psicologia Criminal. prefácio Carlos Vico Manãs. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
  • SÁ, Alvino Augusto de; SHECAIRA, Sérgio Salomão (Orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • VASCONCELOS, Carlos Eduardo de. Mediação de conflitos e práticas restaurativas. São Paulo: Método, 2008.
  • VEZZULLA, Juan Carlos. A Mediação de Conflitos com Adolescentes Autores de Ato Infracional. Florianópolis: Habitus, 2006.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo (org.). Novos Diálogos sobre os Juizados Especiais Criminais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo de. Dialogos sobre a Justiça Dialogal: Teses e Antiteses do Processo de Informalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.
  • ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2008.