“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


Pesquisar este blog

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Fórum debate Justiça Restaurativa e Vítimas com pesquisadores internacionais

Palestrantes sentados à mesa. Coroa de flores
Evento foi realizado nos dias 30 e 31 de maio no Fórum do Recife

A Justiça Restaurativa e Vítimas foi o tema de debate no segundo dia do Fórum Internacional Justiça Restaurativa no Brasil: Possibilidades, riscos e desafios. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o tema com pesquisadores internacionais, a exemplo do professor Ivo Aertsen, da Universidade Católica de Leuven da Bélgica, que é considerado a maior autoridade mundial sobre Justiça Restaurativa, entre outros.
Na mesa de abertura, participaram a coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargadora Dayse Maria de Andrade; e as palestrantes Daniela Bolivar, professora da Universidade Católica do Chile; e Estelle Zinsstag, professora da Universidade Católica de Leuven da Bélgica; e a professora Fernanda Fonseca Rosemblatt, da Universidade Católica de Pernambuco.   
Ao iniciar os trabalhos, a desembargadora Dayse Maria de Andrade, que presidiu a mesa, afirmou que é uma honra o Tribunal de Justiça de Pernambuco sediar um evento tão importante. “Recentemente, estive no Supremo Tribunal Federal (STF), com a ministra Cármen Lúcia. Houve uma reunião com todos os coordenadores da mulher da Justiça do Brasil, que tratam da violência doméstica contra a mulher, e uma das temáticas que foram tratadas foi a possibilidade de adotar no âmbito das varas de violência doméstica as práticas restaurativas, que são tão exitosas em outras situações”.
A professora chilena Daniela Bolivar, que tem doutorado em Criminologia pela Universidade Católica de Leuven da Bélgica, abordou o tema “Justiça Restaurativa e Vítimas de Crime”, mostrando definições e pesquisas realizadas. “Eu gostaria de destacar três problemas principais: o que é ser vítima; o que a Justiça Restaurativa pode oferecer para ela; e o que já sabemos sobre Justiça Restaurativa e o os desafios para o futuro das práticas restaurativas”, falou ela, acrescentando que é necessário haver mais pesquisas na América Latina sobre o tema.
Já a professora Estelle Zinsstag, que também tem doutorado em Direito pela Queens’s University, de Belfast, no Reino Unido, mostrou a experiência europeia de Justiça Restaurativa, com o tema “O Uso de Práticas Restaurativas em Casos de Violência Sexual”. “Mudar o significado da vitimização e compreender o que aconteceu também, assim como, redefinir as consequências do trauma, são habilidades importantes de resiliência individual”, explicou.  
Na opinião da a professora Fernanda Fonseca Rosemblatt, doutora em Criminologia pela Universidade de Oxford da Inglaterra, a Justiça Restaurativa (JR) se importa com a vítima. “Esse é um ponto que ninguém discorda. Mas existem dúvidas conceituais, como por exemplo, deveria ser o processo restaurativo centrado nela ou simplesmente preocupado com ela.  A gente deve abrir mais espaço para que a vítima participe mais do processo ou o processo deve girar em torno dela”.  
Logo depois, houve um painel de perguntas e respostas sobre Justiça Restaurativa, com o juiz Élio Braz, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O professor Ivo Aertsen, da Universidade Católica de Leuven da Bélgica, ministrou a palestra “Institucionalizando a Justiça Restaurativa: conselhos a partir do caso belga”.  
O evento, realizado no Fórum Rodolfo Aureliano, no Recife, é resultante de uma parceria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), Universidade Católica (Unicap) e o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (DEPEN).
.....................................................................
Texto: Andréa Pessoa
Fotos: Gleber Nova

Nenhum comentário:

Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

...

...