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23 de mai. de 2018

Projeto Pilares entre Prefeitura e TJGO busca cultura de paz

Ação é voltada a instituições de ensino e comunidade escolar da capital. Assinatura do termo técnico foi feita na tarde de ontem (22)



Foi realizada, na tarde desta terça-feira (22), a assinatura do termo técnico do Projeto Pilares: Edificando a Cultura de Paz na Escola pela Prefeitura de Goiânia e Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A iniciativa é voltada a instituições de ensino e comunidade escolar da Capital e foi feita por intermédio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME).
A solenidade para a assinatura do termo de parceria foi feita no gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça e contou com a presença do prefeito Iris Rezende, do Secretário de Educação e Esporte, professor Marcelo Costa, do presidente do TJGO, desembargador Gilberto Marques Filho, do corregedor-geral de Goiás, desembargador Walter Carlos Lemes, e de juízes auxiliares e corpo diretivo da SME.
A idealizadora do Projeto Pilares é a 1ª juíza auxiliar da Corregedoria, Sirlei Martins da Costa. Ela explicou como foi feito o contato entre TJGO e SME e frisou a importância da comunicação não-violenta para a paz na sociedade. O projeto tem como objetivo criar resoluções e prevenção de conflitos existentes no ambiente escolar a partir do conceito da Justiça Restaurativa, já aplicada no sistema judiciário goiano.
“Na Corregedoria, comecei a buscar uma forma de levar o programa de Justiça Restaurativa às escolas. Quando coloquei a proposta para a Secretaria Interprofissional Forense, eles entraram em contato com a Secretaria de Educação e Esporte, que nos passou a proposta já existente na rede, de resolução de conflitos por meio da mediação. Então, os dois projetos casaram”, contou a juíza.
Do ponto de vista da educação, o secretário de Educação e Esporte de Goiânia, professor Marcelo Costa, ressaltou que é necessário propiciar um ambiente educacional adequado para que o aprendizado da criança seja eficiente, sendo a cultura de paz parte do processo.
“Nós da educação vivemos em um ambiente muito complexo. Não é só educar, temos que educar e fazer isso em ambientes com variáveis diversas. Temos que educar para a integralidade e formar cidadãos para o futuro. Se a cultura de paz estiver instalada na escola e o ambiente estiver adequado, as crianças quererão ir. Temos que preparar esse ambiente”, frisou.
O prefeito Iris Rezende contou sobre a necessidade de se ter projetos de resolução de conflitos em um mundo que evoluiu a ponto de estar num fluxo e rapidez de informações muito grandes. A parceria vai contar com 12 instituições piloto do projeto, uma delas é o Cmei Minervina Maria de Sousa, no Recanto das Minas Gerais. A diretora da unidade, professora Elisvânia da Cunha, esteve presente na solenidade e falou das expectativa acerca do Pilares.
“Nós nos sentimentos privilegiados de participar do projeto. A comissão é para resolver problemas, mas a maior preocupação da instituição é para prevenir os conflitos. O dia a dia de trabalho reduz as possibilidades de comunicação e isso foi um pedido de ajuda para uma equipe profissional dar o suporte à instituição. Já tivemos um encontro antes e estamos felizes e otimistas pelo resultado”, disse a diretora.

22 de mai. de 2018

Justiça Restaurativa: um novo olhar para lidar com a violência

Em relação aos crimes cometidos contra mulheres, o Brasil ocupa o perigoso 5º lugar no ranking do feminicídio. Somente na região, em 2016, foram registrados 101 casos de violência doméstica e uma morte, de acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).


Dados de Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostraram que, até 2016, 192 mil jovens no país estavam cumprindo algum tipo de medida socioeducativa, aplicada quando o menor comete um crime - o mais frequente é o tráfico de drogas. Na Baixada Santista, no mesmo ano, a Fundação Casa contava com 502 internos. 
Em relação aos crimes cometidos contra mulheres, o Brasil ocupa o perigoso 5º lugar no ranking do feminicídio. Somente na região, em 2016, foram registrados 101 casos de violência doméstica e uma morte, de acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). 
A cada 19 horas, uma pessoa morre vítima de crimes motivados por homofobia no Brasil. O levantamento foi realizado em 2017 pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Quanto ao local, 37% dos casos ocorreram dentro da própria casa.
No sistema penal atual, chamado de Justiça Retributiva, quem comete um crime precisa ser punido. “Se o sujeito pratica um mal (crime), deve ser ameaçado com outro mal (pena), para que haja a produção de algo bom”. 
Com cadeias superlotadas e sem as mínimas condições de promover melhorias no comportamento de quem usa da violência, esta forma de punir dá sinais, há tempos, que está fadada ao fracasso. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, 70% dos presos voltam a cometer crimes no Brasil. 
Como alternativa para mudar este cenário surge a Justiça Restaurativa que propõe, literalmente, a restauração do ambiente social de quem cometeu um crime, analisa os motivos que o levaram a fazê-lo, o reconhecimento do mal ocasionado e até mesmo o diálogo entre a vítima e o ofensor. A prática é aplicada, principalmente, como forma de prevenção com pessoas que cometeram crimes menores para que elas não voltem a cometer ações neste sentido. 
Vale ressaltar que a Justiça Restaurativa não é abolicionismo penal, mas busca romper com o monopólio do modelo atual e propor novas formas de solucionar conflitos. Tem, de fato, um olhar mais humano ao tentar combater a violência. 
Na região, há quatro anos, o Instituto Anástasis oferece a prática e atende diversos casos, alguns encaminhados pela Vara da Infância e Juventude; outros de pessoas que, por conta própria, procuram o lugar para tentar entender a forma que um filho se relaciona com a sexualidade, lidar com um abuso sofrido no passado ou até mesmo aprender a não bater em uma mulher. 
Valcides Barbosa de Souza é assistente social e coordena os projetos do instituto, ao lado de Lourdes de Lima. Conheça um pouco do trabalho na edição de hoje de Papo de Domingo. 
DL - Historicamente, como surgiu a Justiça Restaurativa (JR)?
Valcides - A origem dela é com os índios. A professora Kay Pranis que escreveu e organizou tudo isso, mas não é um conceito novo. No Brasil a prática se destacou em 2014, mas já era aplicada desde 2005 na Vara da Infância e da Juventude, em evidência no Sul. Em outros países, como Canadá e Nova Zelândia, a JR está presente há mais tempo.  Hoje, o conceito já é aplicado em escolas e com adolescentes em conflito com a lei. Ao invés de mandar essas crianças para a Fundação Casa, elas participam de um ciclo restaurativo aonde as pessoas que fizerem parte se responsabilizam para transformar o entorno dela, como, por exemplo, fazer com o que o jovem volte pra escola - isso porque já observamos que a maioria dos adolescentes que se envolvem em delitos está fora da escola. 

DL - A JR pode ser aplicada em qualquer caso?
Valcides - No Brasil, em relação aos homicídios ainda não. Está muito mais na Vara da Infância e na Educação, mas pode-se aplicar: vamos dizer que tenha acontecido um homicídio e a pessoa recebeu uma condenação dentro dos moldes retributivos, mas um familiar da vítima queira falar com ela para tentar entender porque fez isso. Se os dois aceitarem, você pode fazer um círculo, independente da condenação, pra que a gente restaure o sentimento daquelas pessoas, pra que haja um encontro porque quando aquela pessoa que cometeu uma ofensa descobre o dano que ela causou aos aoutros, ela também é sensibilizada. Quem comete crime, geralmente, não teve oportunidade de aprender a amar e quando a gente não ama, a gente faz atrocidades. 

DL - Quais os benefícios de vocês lidarem com os conflitos dessa forma?
Valcides - Apazigua os corações e os medos, porque geralmente alguém que sofreu uma ofensa vive com medo. Por exemplo, se você foi assaltado e vê na rua quem te assaltou, fica apavorado. Mas, se você passar pelo ciclo de diálogo com o infrator, o medo de estar com aquela pessoa é superado, principalmente porque você acessa a história daquela pessoa e percebe que, historicamente, ela também sofreu tantos danos que o resultado não poderia ser outro. É nessa hora que as humanidades se encontram e você se abre a dar algo para aquela pessoa se transformar. Quando uma pessoa acessa a humanidade dela, ela acessa o amor. 

DL - Em casos de psicopatia, a JR pode ser aplicada também? 
Valcides - Não, este tipo de ação não atinge esses casos. Quem tem um transtorno não acessa as coisas da mesma forma. 

DL - A Justiça Restaurativa faz parte do Direito?
Valcides - Não, ela pertence a toda humanidade que queira colocar em prática. Ela chegou ao Brasil através da Justiça Formal, mas ela não é da Justiça. Na hora que é realizado um ciclo, por exemplo, não é necessária a presença de um advogado defendendo uma das partes, até porque quem faz parte dos ciclos vem por vontade própria. Nenhuma pessoa participa de forma imposta. 


DL - Quem pode fazer parte de um ciclo restaurador no Instituto?
Valcides - Não existe uma determinação de quem pode e quem não pode ser um facilitador. Tanto você pode ser um facilitador quanto uma pessoa da comunidade. Não é preciso formação acadêmica. 

DL – E como são os cursos que vocês oferecem para quem quer ser um facilitador? 
Valcides - São 120 horas por módulo. Quem mais procura entender sobre a forma de agir da Justiça Restaurativa  são educadores, psicólogos e profissionais do Direito. Em Cubatão nosso próximo curso será aberto à comunidade. 

DL - Acredita que a prática da Justiça Restaurativa vai crescer?
Valcides - Sim, porque nós temos mais de 500 anos de Justiça Retributiva sem produzir resultados, já que nós sabemos o número de reincidentes. Os presídios estão cada vez mais abarrotados e isso só fortalece a continuação da violência. Mas, a JR depende de uma mudança cultural e mudança cultural leva tempo.

Tenho esperança que em alguns anos vamos olhar pra trás e pensar: “nós já somos mais restaurativos do que fomos”. Uma das crenças que precisamos derrubar também é que o direito do outro começa onde termina o meu porque quando eu souber e entender que o meu direito começa no mesmo lugar que o seu ou de qualquer outra pessoa, não vamos mais dizer onde e quando devem ser aplicados os Direitos Humanos, porque todos somos humanos, portanto temos os mesmos direitos.
Hoje, os direitos só são respeitados se eu tenho dinheiro. Aí eu pago um belo de um advogado e a gente sabe que no Brasil, quem pode pagar, não pega uma condenação grande ou é até absolvido. Dessa forma, a gente continua perpetuando a exclusão do negro, da mulher e do pobre porque é disso que a prisão está abarrotada.  O Sistema Judiciário hoje é excludente até na forma da punição porque o pobre pode ficar num presídio dormindo no chão, mas aquele que tem posses precisa de uma cela especial.
E as pessoas não percebem que é direito humano daquele que está condenado ter dignidade para cumprir sua pena, caso contrário, ele vai reincidir. 

21 de mai. de 2018

¿Es necesario elegir entre la Justicia Penal tradicional y la Restaurativa?

Posted: 20 May 2018 06:20 PM PDT
No sé por qué tenemos tendencia a polarizar nuestras opiniones o es blanco es negro o es a o es b, no solemos a pararnos a pensar que quizá en el medio está la virtud, como bien decían los clásicos. Y realmente con la Justicia Penal pasa algo similar, ahora que se habla de Justicia Restaurativa son muchos los que sienten la necesidad de optar por la Justicia Tradicional tal y como la entendemos o la Justicia Restaurativa. Son claras las posiciones de los que claman a favor de la Justicia Penal y ponen muchos reparos a la Justicia Restaurativa, la cual les parece demasiado utópica. Por otro lado, son muchos los partidarios de la Justicia Restaurativa, que abogan por un abolicionismo de la Justicia Penal. Y sin embargo, me pregunto ¿acaso no podemos tomar lo bueno de ambas justicias? Es decir podemos utilizar la Justicia Restaurativa para cubrir los vacíos y completar y mejorar las deficiencias de la justicia penal tradicional. Realmente tengo claro que es posible una justicia penal con enfoque restaurativo y que penal y restaurativo no son conceptos totalmente incompatibles. De hecho, los orígenes de ambas son muy similares, en lo que se diferencian en cómo pretenden conseguir los objetivos.
La actual Justicia Retributiva se basa en una especie de venganza recíproca.

Se trata de una venganza legal, que impone al delincuente un castigo correspondiente con el dolor causado por el delito. No obstante, el abanderado de este castigo es el estado a través del sistema de justicia penal, tal parece que el ofendido en exclusiva, es el propio estado porque el infractor ha vulnerado una norma elaborada por él. 
Sin embargo, la realidad es que el delito causa daños, afecta a las personas y su relación con los otros miembros de la comunidad, y este daño debe ser el eje central de la justicia. ¿Cómo hacer para compensar, reparar o reequilibrar en la medida que se pueda este equilibrio roto por el delito? Por eso, la Justicia Restaurativa parte como eje principal no  quién es el responsable y cuanto castigo se merece, sino quién es el afectado ( víctima) y qué se debe hacer para aminorar el daño. Lo más importante es atender al que se vio afectado por el delito, si luego es necesario un castigo para cumplir con el estado como víctima secundaria, se valorará de acuerdo a cómo se haya atendido a las víctimas, y si el infractor reconoció los hechos y quiso voluntariamente repararla. Por supuesto, en esto tendrá que ver también la gravedad del delito

Esta es una diferencia radical entre justicia restaurativa y retributiva, mientras que la segunda cree que se hace justicia si el infractor tiene dificultades, la restaurativa parte de que  hay una necesidad de que el equilibrio sea restaurado. Las víctimas deben ser atendidas y sus daños compensados, eliminando la victimización. Reequilibrar la "balanza" es lo esencial y para la Justicia Retributiva, el equilibrio se restablece devolviendo al infractor el mismo daño que causó ( aunque nunca es el mismo porque el castigo al infractor conlleva un plus, sus familiares se ven "señalados", puede entrar en prisión y perder su trabajo, su familia se queda sin apoyo económico...en definitiva el delito cometido y su castigo arrastra a mucha gente del entorno del infractor)

Para la Justicia Restaurativa, debe pagar en la medida de lo posible por el daño a través de la reparación. Se restaura el equilibrio no devolviendo, sufrimiento sino quitando un poco este. Es constructivo.

19 de mai. de 2018

¿Podemos ser restaurativos ante situaciones imperfectas?

Posted: 18 May 2018 12:27 AM PDT
Cuando se habla de herramientas restaurativas, como las conferencias o la mediación penal, se parte del ideal, en el que la víctima necesita ser reparada del daño, ya sea moralmente o materialmente y quiere participar de forma voluntaria y el victimario de la misma manera, asume el hecho delictivo y desea participar y reparar el daño. Pero esto es el "ideal" y desgraciadamente no vivimos en un mundo perfecto y la realidad siempre nos va a enfrentar con situaciones imperfectas, por eso si partimos de la teoría jurídico filosófica (Justicia Restaurativa) y no de un simple herramienta (como la mediación penal, o mejor reunión víctima-infractor) y que además no es la más restaurativa, es más fácil poder actuar de forma restaurativa incluso en situaciones anómalas. Pero ¿qué pasa si la víctima no necesita nada del infractor? ¿qué hacemos, si  el infractor  si quiere reparar el daño, asumir su responsabilidad y explicar por qué? Sería un total injusticia tanto para el infractor que quiere cambiar, y que merece una segunda oportunidad, como para la comunidad en general (que tiene la posibilidad de reintegrar de nuevo a ella,  a una persona productiva y transformada) no permitir que este infractor asuma su responsabilidad y repare. ¿Cómo?

Pues, utilizando otros mecanismos que le permitan hacer una reparación simbólica, permitida por nuestra jurisprudencia como por ejemplo en STS de 8 octubre de 1998, o utilizando otra clase de reparación que permita a la sociedad ver el por qué del delito ( si existe un por qué) y que el infractor no quiere volver a delinquir.

De la misma manera ¿qué ocurre si el infractor no asume su responsabilidad pero la víctima necesita participar en un encuentro restaurativo para desahogarse y sentirse escuchada? Por supuesto, que también sería una total injusticia, que la privaramos de esta posibilidad, las alternativas son muchas, algunas que están dando muy buenos resultados en otros lugares, son por ejemplo,  la posibilidad de reunir a víctimas e infractores de delitos similares, aunque no sean los directamente afectados el uno por el otro , diríamos que serían víctimas por subrogación. ¿beneficios? Pues lograr no ya un entendimiento, que puede darse o o no, sino más bien una transformación de las víctimas, de los infractores y de la sociedad en general, porque estos encuentros repletos de valores restaurativos como el diálogo y la comunicación traen consigo una sociedad más madura, responsable y pacifica.
A veces me preguntan ¿cual es el límite? Yo creo que el límite es la imaginación, pero claro para esto no debemos caer en el error de burocratizar en exceso las herramientas restaurativas ( por ejemplo, limitando el tiempo para participar en un proceso de estas características es un grar error,  porque no todas las personas son iguales y algunos necesitaran mas tiempo para decidir si quieren o no tomar parte) , porque entonces los beneficios de esta justicia más ágil, cercana y humana se perderían y no tendría muchas diferencias con la actual justicia retributiva.
Por eso, siendo el ideal un encuentro restaurativo víctima infractor y/o comunidad existen más variables y todas son en mayor o menor medida restaurativas.

17 de mai. de 2018

La Justicia Restaurativa humaniza a las personas que hay tras el delito

Posted: 16 May 2018 12:09 AM PDT
Cuando te conviertes en víctima, es frecuente pensar en el infractor como un demonio, una persona mala,  al que sólo le faltan los cuernos, para ser un autentico monstruo de otro "mundo". Esto es un proceso lógico, pues incluso cuando estamos viendo noticias sobre delitos, nuestro primer pensamiento es pensar o está loco o es muy malo o ambas cosas.
El "demonizar" al infractor,  ayuda a aliviar el "peso" de haber sufrido un delito, al menos en un primer momento, ya que después esto genera una serie de pérdidas mayores en las víctimas directas e incluso en las indirectas, perdemos el sentimiento de seguridad, de confianza en los demás (cualquiera bajo la apariencia inocente puede ser un demonio), la tranquilidad y esto acaba dominando nuestra vida. Por eso, los encuentros restaurativos ya sean en forma de mediación penal , conferencias o cualesquiera otro, pueden suponer una ayuda para las víctimas en el camino hacia la superación del trauma del delito. ¿Por qué? 
Porque en el momento en que se reúnen y empieza el diálogo, se comienzan a ver cómo personas, ven su humanidad y la empatía,  que se genera es una buena medicina para recuperar la confianza, seguridad y cierta tranquilidad en ver que algunas personas pueden cambiar, además las víctimas vuelven a equilibrar la "balanza", que se había desequilibrado tras sufrir el crimen.

Estos encuentros, además proporcionan a la víctima un espacio seguro donde contar su "historia" en primera persona ( sin profesionales ajenos a ellas que creen saber lo que necesitan, más que ellas mismas), contar su historia es una forma de dar sentido a lo vivido, y un paso importante en el camino a su recuperación. Desde el momento que las víctimas empiezan a hablar sobre su historia, la asumen, reflexionan sobre ello, es cuando empiezan a dar sentido y significado a lo experimentado y es lo que las va a permitir continuar con su vida.

De esta forma, la Justicia Restaurativa, no tiene como objetivo prioritario una agilización de la justicia, ni una forma de ser blandos con los infractores, la Justicia Restaurativa es una filosofía de justicia más humana y sus herramientas, como los encuentros restaurativos proveen una forma de colaboración entre la comunidad y el sistema, poniendo en el objetivo: ayudar a las víctimas. No es una justicia hecha para los operadores jurídicos, ni para otros profesionales, es una justicia por y para la comunidad, sin embargo, construyendo una justicia penal con enfoque restaurativo devolveríamos la confianza del ciudadano en la justicia y su eficacia.

“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


Livros & Informes

  • ACHUTTI, Daniel. Modelos Contemporâneos de Justiça Criminal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2009.
  • AGUIAR, Carla Zamith Boin. Mediação e Justiça Restaurativa. São Paulo: Quartier Latin, 2009.
  • ALBUQUERQUE, Teresa Lancry de Gouveia de; ROBALO, Souza. Justiça Restaurativa: um caminho para a humanização do direito. Curitiba: Juruá, 2012. 304p.
  • AMSTUTZ, Lorraine Stutzman; MULLET, Judy H. Disciplina restaurativa para escolas: responsabilidade e ambientes de cuidado mútuo. Trad. Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de; CARVALHO, Salo de. A Crise do Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal. Porto Alegre: Notadez, 2006.
  • CERVINI, Raul. Os processos de descriminalização. 2. ed. rev. da tradução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  • FERREIRA, Francisco Amado. Justiça Restaurativa: Natureza. Finalidades e Instrumentos. Coimbra: Coimbra, 2006.
  • GERBER, Daniel; DORNELLES, Marcelo Lemos. Juizados Especiais Criminais Lei n.º 9.099/95: comentários e críticas ao modelo consensual penal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006.
  • Justiça Restaurativa. Revista Sub Judice - Justiça e Sociedade, n. 37, Out./Dez. 2006, Editora Almedina.
  • KARAM. Maria Lúcia. Juizados Especiais Criminais: a concretização antecipada do poder de punir. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
  • KONZEN, Afonso Armando. Justiça Restaurativa e Ato Infracional: Desvelando Sentidos no Itinerário da Alteridade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
  • LEITE, André Lamas. A Mediação Penal de Adultos: um novo paradigma de justiça? analise crítica da lei n. 21/2007, de 12 de junho. Coimbra: Editora Coimbra, 2008.
  • MAZZILLI NETO, Ranieri. Os caminhos do Sistema Penal. Rio de Janeiro: Revan, 2007.
  • MOLINA, Antonio García-Pablos de; GOMES, Luiz Fávio. Criminologia. Coord. Rogério Sanches Cunha. 6. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • MULLER, Jean Marie. Não-violência na educação. Trad. de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Atenas, 2006.
  • OLIVEIRA, Ana Sofia Schmidt de. A Vítima e o Direito Penal: uma abordagem do movimento vitimológico e de seu impacto no direito penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
  • PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça restaurativa: da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009. p. (Monografias, 52).
  • PRANIS, Kay. Processos Circulares. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • RAMIDOFF, Mario Luiz. Sinase - Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - Comentários À Lei N. 12.594, de 18 de janeiro de 2012. São Paulo: Saraiva, 2012.
  • ROLIM, Marcos. A Síndrome da Rainha Vermelha: Policiamento e segurança pública no século XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2006.
  • ROSA, Alexandre Morais da. Introdução Crítica ao Ato Infracional - Princípios e Garantias Constitucionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SABADELL, Ana Lúcia. Manual de Sociologia Jurídica: Introdução a uma Leitura Externa do Direito. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • SALIBA, Marcelo Gonçalves. Justiça Restaurativa e Paradigma Punitivo. Curitiba: Juruá, 2009.
  • SANTANA, Selma Pereira de. Justiça Restaurativa: A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
  • SANTOS, Juarez Cirino dos. A Criminologia Radical. 2. ed. Curitiba: Lumen Juris/ICPC, 2006.
  • SCURO NETO, Pedro. Sociologia Geral e Jurídica : introdução à lógica jurídica, instituições do Direito, evolução e controle social. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • SHECAIRA, Sérgio Salomão; Sá, Alvino Augusto de (orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • SICA, Leonardo. Justiça Restaurativa e Mediação Penal - O Novo Modelo de Justiça Criminal e de Gestão do Crime. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SLAKMON, Catherine; MACHADO, Maíra Rocha; BOTTINI, Pierpaolo Cruz (Orgs.). Novas direções na governança da justiça e da segurança. Brasília-DF: Ministério da Justiça, 2006.
  • SLAKMON, Catherine; VITTO, Renato Campos Pinto De; PINTO, Renato Sócrates Gomes (org.). Justiça Restaurativa: Coletânea de artigos. Brasília: Ministério da Justiça e PNUD, 2005.
  • SÁ, Alvino Augusto de. Criminologia Clínica e Psicologia Criminal. prefácio Carlos Vico Manãs. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
  • SÁ, Alvino Augusto de; SHECAIRA, Sérgio Salomão (Orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • VASCONCELOS, Carlos Eduardo de. Mediação de conflitos e práticas restaurativas. São Paulo: Método, 2008.
  • VEZZULLA, Juan Carlos. A Mediação de Conflitos com Adolescentes Autores de Ato Infracional. Florianópolis: Habitus, 2006.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo (org.). Novos Diálogos sobre os Juizados Especiais Criminais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo de. Dialogos sobre a Justiça Dialogal: Teses e Antiteses do Processo de Informalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.
  • ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2008.