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30 de ago. de 2010

Justiça Restaurativa

Novas Metodologias de Justiça Restaurativa com Adolescentes e Jovens em conflito com a lei.
Este projeto possui convênio com o Governo Federal por meio da SEDH - Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Para fazer o download do extrato do projeto, clique aqui.
 

Objetivo
 
Desenvolvimento e sistematização da aplicação de novas metodologias de práticas restaurativas em casos com adolescentes e jovens em conflito com a lei, na defesa e na execução de medidas socioeducativas em meio aberto, com observância do princípio do devido processo legal, reflexão sobre o papel da defesa e reflexos nas medidas sócioeducativas.
 
 
 
 Objetivos Específicos
 
 1.Formação de facilitadores de práticas restaurativas em atividades de emotional literacy, também conhecido como inteligência emocional, e comunicação assertiva;
2. Formação de facilitadores de práticas restaurativas em técnicas de family group conference;
3. Formação de facilitadores de práticas restaurativas em técnicas de círculos de paz;
4. Acompanhamento e supervisão das experiências desenvolvidas nos diversos grupos do projeto;
5. Análise e sistematização das experiências;
6. Divulgação das metodologias inovadoras de Práticas Restaurativas para Facilitadores de práticas restaurativas no Brasil através da publicação da análise em sites eletrônicos.
 
 
 
Justiça Restaurativa e Jovens
Clique nos títulos para fazer o download dos arquivos.

                     HABILIDADES EMOCIONAIS
 
 
 
 
 
 
 
                    CÍRCULOS DE PAZ 
Módulo I
Módulo II
Módulo III
Módulo IV
 
 
                    Family Group Conference - FGC
Módulo I
Módulo II
Módulo III
Módulo IV



25 de ago. de 2010

I Congresso Internacional de Mediação | Lisboa | 7 a 9 de Outubro


 









Nos dias 7, 8 e 9 de Outubro de 2010 realiza-se em Lisboa o I Congresso Internacional de Mediação. Este congresso é co-organizado pelo GRAL – Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios do Ministério da Justiça e o ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (através do seu CAPP – Centro de Administração e Políticas Públicas). Este evento contará com a intervenção de vários especialistas portugueses e de outros países, com o objectivo de partilhar os seus conhecimentos sobre as diferentes formas de mediação no contexto dos países que representam.


Para mais informações: www.gral.mj.pt

Confesso e arrependido

A vítima, moça que trabalhava em uma casa de shows, dizia que os assaltantes tinham levado bobagens, após prenderem-na no banheiro. Queria encerrar a questão, dando a entender que, talvez, continuasse se relacionando com algum deles. O policial pouco lembrava do caso. A absolvição era provável, pois não havia provas certeiras para condenar. Mas foram condenados. Ao final da audiência, os réus foram sentando em frente ao juiz e, cada um, com sinceridade rara por esses dias, confessou o crime.

Aos 18 anos na época, estavam num bar. De lá foram a outro, acabando na “casa de mulheres”, e deu no que deu: envolveram-se no roubo. Demonstraram arrependimento, jamais voltando a se envolver em problemas. Um ia casar logo, outro fazia parte de grupo de jovens na igreja, e assim por diante. Dois anos passados, chamados para o julgamento, confessaram o crime, mesmo sabendo que isto os levaria à prisão. Porém, o juiz não se resignou. Em razão da confissão fundamental para a sentença, da juventude e do bom comportamento, num exercício de interpretação das leis, fixou pena baixa, permitindo o cumprimento em regime aberto domiciliar. Trabalhariam durante o dia, recolhendo-se ao lar à noite. Aos jovens, foi explicado que não eram bandidos, que o ato praticado é que estava sendo julgado e que, por mais difícil que fosse, um dia eles se livrariam do estigma da condenação, construindo vida digna.

A conclusão a que o juiz chegou é que, na maioria dos casos, o combate e a prevenção da violência não se resolvem com o chicote da pena. Leis penais repressivas e impiedosas nada pacificam, pelo contrário. Ninguém sairia pelas ruas matando pessoas caso o homicídio não fosse crime! Em boa parte, atos violentos acontecem por algum motivo anterior na vida da pessoa, e a retribuição com o cárcere apenas contribui para mais atos violentos futuros.

Antes, o Estado deve comparecer, não para prender, mas, sim, por meio de políticas públicas integradas, permitir que os envolvidos, vítimas, réus, famílias, conheçam do histórico de todos, dos percalços e vicissitudes e compreendam-se entre si, quiçá nos moldes de uma Justiça restaurativa, já utilizada em outros países de modo eficaz. O cárcere não traria bons resultados para os rapazes. O cárcere não traria bons resultados para a jovem vítima, que desejava que tudo fosse esquecido. O cárcere não traria bons resultados para a sociedade, pois não contribuiria para a reconstrução da vida digna. O cárcere não traria bons resultados para ninguém. E, neste caso, ele, o cárcere, não vingou. Que deixem estes jovens a violência do passado no passado, que cumpram a pena em casa, junto a seus familiares, onde podem assumir responsabilidades e retomar a vida, em paz.

JOÃO MARCOS BUCH, JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE JOINVILLE

A Notícia. 25 de agosto de 2010. | N° 867.

22 de ago. de 2010

Justiça Restaurativa: A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito



Justiça Restaurativa

A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito

ISBN: 9788537508336

Autor(es):  

Santana, Selma Pereira de

Editora: Lumen Juris



Descrição
Trata-se, como não poderia deixar de ser, de trabalho ímpar, uma tese verdadeiramente construída, lançando luzes e esclarecimentos sobre um dos temas mais importantes das ciências jurídico-criminais: a justiça restaurativa. Cuida-se, pois, de um tema que de há muito merecia uma análise sistematizada, estruturada, com a envergadura intelectual de uma das melhores autoras do país. Tenha o leitor a mais absoluta certeza de que se trata de escrito com invulgar capacidade técnica e esmero invejável.
Características
Ano: 2010
Edição: 1
Páginas: 317



Nota do Blog: Parabéns querida Dra. Selma. Mais um sucesso que marca nossas vidas e a justiça restaurativa no Brasil. 

Seminário Violência Escolar Tem Saída acontece no dia 27 de agosto


No dia 27 de 

“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


Livros & Informes

  • ACHUTTI, Daniel. Modelos Contemporâneos de Justiça Criminal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2009.
  • AGUIAR, Carla Zamith Boin. Mediação e Justiça Restaurativa. São Paulo: Quartier Latin, 2009.
  • ALBUQUERQUE, Teresa Lancry de Gouveia de; ROBALO, Souza. Justiça Restaurativa: um caminho para a humanização do direito. Curitiba: Juruá, 2012. 304p.
  • AMSTUTZ, Lorraine Stutzman; MULLET, Judy H. Disciplina restaurativa para escolas: responsabilidade e ambientes de cuidado mútuo. Trad. Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de; CARVALHO, Salo de. A Crise do Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal. Porto Alegre: Notadez, 2006.
  • CERVINI, Raul. Os processos de descriminalização. 2. ed. rev. da tradução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  • FERREIRA, Francisco Amado. Justiça Restaurativa: Natureza. Finalidades e Instrumentos. Coimbra: Coimbra, 2006.
  • GERBER, Daniel; DORNELLES, Marcelo Lemos. Juizados Especiais Criminais Lei n.º 9.099/95: comentários e críticas ao modelo consensual penal. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006.
  • Justiça Restaurativa. Revista Sub Judice - Justiça e Sociedade, n. 37, Out./Dez. 2006, Editora Almedina.
  • KARAM. Maria Lúcia. Juizados Especiais Criminais: a concretização antecipada do poder de punir. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.
  • KONZEN, Afonso Armando. Justiça Restaurativa e Ato Infracional: Desvelando Sentidos no Itinerário da Alteridade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
  • LEITE, André Lamas. A Mediação Penal de Adultos: um novo paradigma de justiça? analise crítica da lei n. 21/2007, de 12 de junho. Coimbra: Editora Coimbra, 2008.
  • MAZZILLI NETO, Ranieri. Os caminhos do Sistema Penal. Rio de Janeiro: Revan, 2007.
  • MOLINA, Antonio García-Pablos de; GOMES, Luiz Fávio. Criminologia. Coord. Rogério Sanches Cunha. 6. ed. rev., atual e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • MULLER, Jean Marie. Não-violência na educação. Trad. de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Atenas, 2006.
  • OLIVEIRA, Ana Sofia Schmidt de. A Vítima e o Direito Penal: uma abordagem do movimento vitimológico e de seu impacto no direito penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999.
  • PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça restaurativa: da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009. p. (Monografias, 52).
  • PRANIS, Kay. Processos Circulares. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • RAMIDOFF, Mario Luiz. Sinase - Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo - Comentários À Lei N. 12.594, de 18 de janeiro de 2012. São Paulo: Saraiva, 2012.
  • ROLIM, Marcos. A Síndrome da Rainha Vermelha: Policiamento e segurança pública no século XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2006.
  • ROSA, Alexandre Morais da. Introdução Crítica ao Ato Infracional - Princípios e Garantias Constitucionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SABADELL, Ana Lúcia. Manual de Sociologia Jurídica: Introdução a uma Leitura Externa do Direito. 4. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • SALIBA, Marcelo Gonçalves. Justiça Restaurativa e Paradigma Punitivo. Curitiba: Juruá, 2009.
  • SANTANA, Selma Pereira de. Justiça Restaurativa: A Reparação como Conseqüência Jurídico-Penal Autônoma do Delito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
  • SANTOS, Juarez Cirino dos. A Criminologia Radical. 2. ed. Curitiba: Lumen Juris/ICPC, 2006.
  • SCURO NETO, Pedro. Sociologia Geral e Jurídica : introdução à lógica jurídica, instituições do Direito, evolução e controle social. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • SHECAIRA, Sérgio Salomão; Sá, Alvino Augusto de (orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • SICA, Leonardo. Justiça Restaurativa e Mediação Penal - O Novo Modelo de Justiça Criminal e de Gestão do Crime. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
  • SLAKMON, Catherine; MACHADO, Maíra Rocha; BOTTINI, Pierpaolo Cruz (Orgs.). Novas direções na governança da justiça e da segurança. Brasília-DF: Ministério da Justiça, 2006.
  • SLAKMON, Catherine; VITTO, Renato Campos Pinto De; PINTO, Renato Sócrates Gomes (org.). Justiça Restaurativa: Coletânea de artigos. Brasília: Ministério da Justiça e PNUD, 2005.
  • SÁ, Alvino Augusto de. Criminologia Clínica e Psicologia Criminal. prefácio Carlos Vico Manãs. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
  • SÁ, Alvino Augusto de; SHECAIRA, Sérgio Salomão (Orgs.). Criminologia e os Problemas da Atualidade. São Paulo: Atlas, 2008.
  • VASCONCELOS, Carlos Eduardo de. Mediação de conflitos e práticas restaurativas. São Paulo: Método, 2008.
  • VEZZULLA, Juan Carlos. A Mediação de Conflitos com Adolescentes Autores de Ato Infracional. Florianópolis: Habitus, 2006.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo (org.). Novos Diálogos sobre os Juizados Especiais Criminais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo de. Dialogos sobre a Justiça Dialogal: Teses e Antiteses do Processo de Informalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.
  • ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2012.
  • ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2008.