“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PROFESSORA DE DIREITO PROFERE EM PORTUGAL PALESTRA SOBRE JUSTIÇA RESTAURATIVA



A Prof.ª Drª Fernanda Fonseca Rosenblatt será a principal palestrante do seminário O Papel da Comunidade na Justiça Restaurativa – Que desafios? O evento está sendo realizado na tarde desta quarta-feira (1º) na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa. A docente do curso de Direito da Católica concedeu uma entrevista ao Boletim Unicap sobre o assunto que foi tema de sua tese de doutorado defendida na Oxford University, na Inglaterra, e que vai ser debatida no evento.  Confira os principais trechos.
Boletim Unicap – Quais aspectos diferenciam a justiça comum da Justiça Restaurativa?
Fernanda Rosenblatt –   O processo restaurativo de resolução de conflitos seria um processo voltado à reparação de danos provocados pelo delito. Seria, muito importantemente, um processo inclusivo e empoderador, liderado pelas partes mais diretamente afetadas pelo crime – infrator, vítima, comunidade – ao invés de dominado por profissionais. Quer dizer, é um modelo de justiça que aposta na desprofissionalização do processo de resolução ou administração de conflitos e no envolvimento de membros leigos da comunidade.
B.U – O título da palestra remete a participação da comunidade na justiça restaurativa. Que papel é esse?
F.R – O crime, para a Justiça Restaurativa, não é uma mera violação de uma norma penal, mas antes, uma atitude que provoca danos a pessoas e relacionamentos. O objetivo, a partir dessa lógica, é envolver todos aqueles atingidos pela ocorrência para discutirem, de preferência cara-a-cara, sobre os danos provocados e os possíveis planos de reparação desses danos.
B.U –  Que mecanismos poderiam ser adotados para que a comunidade não apenas tenha acesso, mas também conhecimento do que vem a ser a Justiça Restaurativa?
F.R – Enquanto já existe muita pesquisa, inclusive empírica, sobre o impacto dos processos restaurativos nos níveis de satisfação da vítima (com o processo), sobre o potencial da Justiça Restaurativa de prevenção de novos delitos, o papel da comunidade nos processos restaurativos é um terreno pouquíssimo explorado na literatura restaurativa. Foi esse o tema do meu doutorado.
B.U – Quais são os ganhos sociais que a Justiça Restaurativa pode proporcionar?
F.R –Aqui em Lisboa, vou apresentar um pouco dos meus achados empíricos na Inglaterra, por ocasião do meu doutorado.

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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