“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Grupo técnico de trabalho assiste conferência sobre Justiça Restaurativa

Por meio de videoconferência, o Tribunal de Justiça de São Paulo promoveu o seminário 'Justiça Restaurativa: mapeando as práticas no Estado de São Paulo', quarta-feira (16). Os 10 integrantes do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) que coordena a implantação da modalidade em sete escolas-piloto municipais assistiram o seminário no Fórum de Santos.
Santos, Tatuí, São Caetano do Sul, Guarulhos e Capital foram alguns dos polos irradiadores do Estado citados, que têm projetos em formação ou experiências concretizadas. “Comarcas que têm interesse em desenvolver a Justiça Restaurativa também estão sendo mapeadas para acompanharmos os projetos”, disse a chefe da Seção Técnica de Justiça Restaurativa da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça, Andrea Svicero.
O juiz titular da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude de São Paulo, Egberto de Almeida Penido, frisou que o sistema penal tradicional punitivo não ressocializa. “É baseado na lógica da responsabilidade individual. Sociedade e família ficam de fora. Não gera responsabilização coletiva nem reparação do dano causado”. Ele afirmou que o movimento propõe o encontro entre vítima, agressor, os indiretamente atingidos e que podem ajudar a reparar ou prevenir o dano.
Já o juiz cível e criminal, Marcelo Malesso Salmaso, coordenador do núcleo de Tatuí, destacou que, de 1991 para 2011, houve aumento de 500% da população carcerária, cuja maioria não passa dos 30 anos, com índice de reincidência de 70%. “O jovem quer reconhecimento dos outros e próprio. Muitas vezes transgride para chamar a atenção e se justifica como vítima da sociedade, do sistema e do juiz. Ganha um estigma e um troféu como líder negativo”.
Informou que, em meados de 2013, Tatuí iniciou o projeto. “Selecionamos boletins de ocorrência que tinham correlação com escolas e começamos os círculos de conversação. O início é 'o que você está sentindo com tudo isso?'” Marcelo declarou que todos os envolvidos contam suas histórias, inúmeras vezes parecidas com a do transgressor. Aí fecha-se um acordo entre as parte para reparar o que foi feito.
Mais informações
A coordenadora do GTT de Santos, Liliane Claro de Rezende, da Secretaria de Educação, gostou da iniciativa porque trouxe mais informações, experiências e contatos relativos ao assunto.
O GTT é formado por nove representantes das secretarias de Educação, Assistência Social, Segurança, Saúde, Defesa da Cidadania e Gabinete do vice-prefeito, e respectivos suplentes.
As sete escolas-piloto onde a Justiça Restaurativa irá se desenvolver são Pedro Crescenti, Ayrton Senna, Leonardo Nunes, Cidade de Santos, Florestan Fernandes, Lourdes Ortiz e José Carlos de Azevedo Júnior. A ideia é ampliar para as outras unidades posteriormente.

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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