“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

“Círculos de diálogo" são usados para resolver conflitos em escolas dos EUA


Em substituição a suspensões e expulsões, programa de justiça restaurativa ajuda estudantes a escaparem de problemas.

NYT
"Meu pai foi preso esta manhã", disse a aluna Mercedes Morgan a colegas reunidos com Eric Butler, que tem a missão de ajudar a resolver possíveis conflitos na Escola de Ensino Médio Ralph J. Bunche, em Oakland, nos Estados Unidos, o fim da linha para os alunos com um histórico de encrencas. Ele é coordenador de justiça restaurativa da instituição, um programa cada vez mais oferecido em escolas que buscam uma alternativa para políticas de "tolerância zero" como a suspensão e a expulsão.
NYT
Mercedes Morgan, que teve o pai preso, participa de programa de justiça restaurativa na escola
A abordagem foi adotada em 21 escolas de Oakland, Chicago, Denver e Portland, Oregon, e tenta resolver problemas pela raiz, forjando relações mais estreitas e francas entre alunos, professores e administradores. Ela incentiva os jovens a buscarem reparações significativas para seus erros, desafiando-os a desenvolver a empatia pelos outros, muitas vezes através de "círculos de diálogo" liderados por facilitadores como Butler.
Mesmo antes da prisão de seu pai, sob a acusação de atirar em um carro, Mercedes era propensa a ataques de raiva. "Quando eu fico com raiva, eu esqueço tudo", disse ela. Ela listou algumas razões sobre um quadro branco - os nomes de amigos e colegas que perderam suas vidas para a escalada da violência de Oakland. Entre eles estava Kiante Campbell, um estudante morto durante um festival de artes em fevereiro. Sua imagem fotocopiada podia ser vista ao redor da sala de Butler, junto com rosas brancas deixadas por um "círculo da tristeza."
A prática dos círculos é algo usado desde sempre por culturas indígenas para promover a colaboração. A justiça restaurativa adota algumas dessas técnicas, deixando os alunos falar sem interrupção, por exemplo, para mostrar respeito.
"Muitos desses jovens não têm adultos com quem desabafar", disse Be-Naiah Williams, coordenador pós-escola em Bunche, cujos irmão de 21 anos de idade foi morto a tiros há dois anos em uma boate. "Então, qualquer emoção que sentem, eles colocam para fora."
Oakland adotou o programa dois anos atrás, depois que uma investigação do Departamento de Educação apontou o alto índice de suspensões na cidade, particularmente entre jovens afro-americanos.
Um corpo de pesquisa indica que o tempo de aula perdido em suspensões e expulsões resultam na alienação e muitas vezes o envolvimento precoce com o sistema de justiça juvenil, disse Nancy Riestenberg, do Departamento de Educação de Minnesota, um dos primeiros a adotar a justiça restaurativa. Estudos realizados por vários grupos concluíram que políticas de tolerância zero não tornam as escolas mais seguras.
"Somos uma comunidade muito violenta", disse Junious Williams, chefe-executivo do Conselho de estratégias urbanas. "Nós não fizemos muito para ensinar crianças alternativas para o conflito que se transforma em violência".
NYT
Em escola em Oakland, alunos relatam problemas em "círculo de diálogo"
Oito escolas participantes de Oakland têm coordenadores como Butler em tempo integral, cujo trabalho é financiado por uma ONG local. Ele é frequentemente chamado para lidar com situações delicadas: 90% dos 250 alunos da Bunche tiveram desentendimentos com o sistema juvenil ou vivem em lares adotivos. Butler vê 20 alunos regularmente.
Mas a justiça restaurativa não é uma solução rápida, advertem as autoridades e professores. "Estamos mudando uma cultura que está em vigor há um longo tempo", disse Mary Louise Frampton, professora de direito da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "É um processo de vários anos."
Ela também não é um tratamento para a doença mental ou ideal para situações com grandes desequilíbrios de poder, como o bullying, disse Barbara McClung, coordenadora de iniciativas de saúde de comportamento do distrito. "Nem todos os estudantes irão reconhecer que causaram danos", acrescentou.
Último Segundo. 18.04.2013.

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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