“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cientista político belga faz exposição sobre Justiça Restaurativa no auditório do TJBA


Representante do Instituto Político Latino-Americano de Práticas Restaurativas, o cientista político Jean Schmitz compartilhou um pouco de suas experiências com a Justiça Restaurativa em uma palestra organizada pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), em parceria com a Universidade Salgado de Oliveira (Universo).

O evento aconteceu na manhã desta terça-feira (30/10), no auditório da sede do TJBA, e contou com a presença de estudantes de Direito, estagiários dos Balcões de Justiça e Cidadania, conciliadores e advogados, além da juíza Joanice Guimarães, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa da Bahia.

“Estou muito feliz de receber vocês aqui, nesta troca de experiências. Vamos unir forças para que possamos fazer um novo atendimento ao cidadão, e que a Justiça Restaurativa seja de acesso a todos”, declarou a magistrada em sua fala de boas-vindas ao palestrante e à plateia.

Há 20 anos trabalhando como promotor e conselheiro dos direitos das crianças, o especialista pesquisou e vivenciou alguns métodos restaurativos em diversos países da América Latina, sobretudo Guatemala, Argentina, El Salvador e Peru, onde montou, pela primeira vez, um projeto-piloto interdisciplinar e interinstitucional para a prática restaurativa.

“Aqui no Brasil, assim como em outros países latino-americanos, temos um longo processo. É preciso ter muita paciência para conscientizar a população que, em sua maioria, pensa a Justiça a partir do olhar punitivo”, observou Jean, antes de começar a exposição.

Em seguida, o conselheiro fez uma contextualização dos modelos de Justiça ao longo dos séculos XIX, XX e XXI, apresentando as principais diferenças entre eles. Ao falar da Justiça Restaurativa, Jean relatou alguns episódios de sua experiência, além de dar algumas dicas para que a prática da mediação seja bem sucedida.

Ao final da exposição, o palestrante exibiu um vídeo sobre uma reunião restaurativa entre seis jovens acusados de incendiar uma ponte histórica, e a comunidade que foi afetada pelo incidente. Para os moldes da Justiça Restaurativa o resultado ideal teria sido a reconstrução da ponte em mutirão com a participação dos jovens e da comunidade. Não foi o que aconteceu, mas o círculo restaurativo atenuou o grave delito dos jovens, que tiveram a pena reduzida para cinco meses, e criou-se um ambiente de acolhimento para o retorno deles à sociedade.

Texto: Ascom / Foto: Nei Pinto 

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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