“É chegada a hora de inverter o paradigma: mentes que amam e corações que pensam.” Barbara Meyer.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado opressor.” Desmond Tutu.

“Perdoar não é esquecer, isso é Amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer. Isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento.” Desconhecido.

“Chorar não significa se arrepender, se arrepender é mudar de Atitude.” Desconhecido.

"A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo ... se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." (N. Mandela).

"As utopias se tornam realidades a partir do momento em que começam a luta por elas." (Maria Lúcia Karam).


“A verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas terras, mas ver com novos olhos”
Marcel Proust


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quarta-feira, 28 de março de 2012

Justiça restaurativa: Trocando as lentes


No livro Trocando as lentes, o professor e escritor Howard Zehr sugere algumas alternativas aos pressupostos básicos sobre o crime, a justiça e o modo como vivemos em comunidade.
Zehr inicia o livro com a análise de um caso em que um rapaz de 17 anos, num assalto mal sucedido e com luta, acaba cegando, com uma faca, sua vítima. O professor analisa o crime sob o ponto de vista do ofensor, da mulher que sofreu a ofensa e da comunidade, o processo de recuperação da vítima, a sentença etc.
“O rapaz traumatizado que cometeu o delito transformou-se num criminoso e foi, portanto, tratado como uma abstração, através de estereótipos. A moça ferida tornou-se uma vítima, mas suas necessidades provavelmente receberam pouca ou nenhuma atenção. Os eventos se tornaram um crime, e o crime foi descrito e tratado em termos simbólicos e jurídicos estranhos às pessoas envolvidas. Todo o processo foi mistificado e mitificado, tornando-se assim uma ferramenta útil a serviço da mídia e do processo político”, conclui Zehr.
Para o autor, durante todo o processo, ofensor e vítima tiveram suas necessidades negligenciadas. Por que isso ocorre e como evitá-lo são algumas das questões debatidas no livro.  Zehr mostra que há alternativas e outros caminhos a serem explorados.
A Justiça restaurativa cria a obrigação de corrigir os erros, abarcando as partes envolvidas e a comunidade na “busca de soluções que promovam reparação, reconciliação e segurança”. Esse é um “processo inovador, que não visa a punição como fim em si mesma, mas sim a reparação dos danos, o reconhecimento do mal, a restauração de relacionamentos, a reorganização dos envolvidos e o fortalecimento da comunidade”.

ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a Justiça. São Paulo: Palas Athena, 2008
 PRATTEIN.

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

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